Biblioteca Pública Municipal do Porto disponibiliza biblioteca sonora digital para cegos e amblíopes
segunda-feira, janeiro 02, 2012
A Biblioteca Pública Municipal do Porto criou recentemente um novo serviço dirigido a cidadãos com deficiência visual. Trata-se da Biblioteca Sonora Digital que consiste num repositório eletrónico, acessível em linha, de "livros falados" ou áudio livros.
O acesso à Biblioteca Sonora Digital é gratuito, mas limitado a portadores de deficiência visual (cegos e amblíopes). As obras são disponibilizadas em formato áudio digital e podem ser pesquisadas através do Catálogo Público de Acesso em Linha das Bibliotecas Municipais do Porto.
Actualmente estão já disponíveis algumas dezenas de obras em suporte digital, estimando-se que, até ao final de Março, possam ser disponibilizados cerca de 500 títulos, perfazendo um total de mais de 2.500 horas de gravação.
A Biblioteca, a 183ª biblioteca a integrar a Rede Nacional das Bibliotecas Públicas (RNBP) tem um tipologia BM1. Está instalada num edifício concebido de raiz e divide-se em dois pisos.
Na piso de usufruto público situam-se os espaços adultos e infantil/juvenil com as seguintes áreas: empréstimo, consulta local, periódicos, auto-formação e audiovisual (com escuta e visionamento locais). Na secção de adultos, a zona de periódicos, destinada à leitura de jornais e revistas, possui uma extensão para o exterior, permitindo a fruição da paisagem. Integra também espaços polivalentes para actividades tão diversas como a Hora do Conto, jogos educativos, audições colectivas, projecções, colóquios, exposições, entre outros. Ao nível inferior ficam localizados os serviços internos.
Estes espaço de utilização colectiva, aberto a novos valores e novos usos, pretende ser um recurso significativo para as crianças em idade escolar, mas também para os jovens e todos os cidadãos em geral.
A cerimónia inaugural contará com a presença da Directora Geral do Livro e das Bibliotecas, Paula Mourão, para além do Presidente da Câmara Municipal, Sr. Aristides Lourenço Sécio e demais representantes dos órgãos do município e de outras entidades locais.
Para além do descerrar da lápide alusiva, que acontecerá após actuação da Banda Filarmónica 1.º Dezembro de Pragança, está previsto um momento de discursos, seguido de uma visita às instalações bibliotecárias, incluindo ainda o programa inaugural a apresentação de um livro recém-editado, da autoria da escritora Isabel Pereira Rosa, oriunda da Tojeira (Vilar, Cadaval).
Com efeito, a biblioteca anterior existente não respondia às necessidades actuais, constituindo um espaço muito limitado e sem condições para dar resposta à missão da biblioteca da actualidade. O novo edifício fica localizado junto ao Centro Escolar do Cadaval, nas imediações do Parque de Lazer do concelho.
A Biblioteca, a 182ª biblioteca a integrar a Rede Nacional das Bibliotecas Públicas (RNBP) tem um tipologia BM2. Está instalada num edifício concebido de raiz, com cerca de 2 mil m2, e está dividida em dois pisos.
No piso 0, no Átrio existe uma cafetaria e uma zona de recepção e acolhimento, onde os munícipes poderão solicitar impressões em Braille, a emissão do cartão de leitor e requisitar fotocópias. Podem também aceder ao catálogo informatizado da Biblioteca, e consultar os periódicos disponíveis no local. Neste piso, encontra-se também uma Sala Polivalente, destinada à realização de conferências, exposições e outras actividades de âmbito cultural, e uma Sala de Leitura Infantil, destinada aos mais novos.
O piso 1, por sua vez, é totalmente ocupado pela Sala de Leitura Fernando Morais Rodrigues, onde poderão ser consultadas publicações em diversos suportes, desde periódicos (jornais e revistas), até livros (inclusive em Braille), cd-audio, cd-rom e dvd (audição de música evisionamento de filmes, etc) . É ainda facultado nesta sala o acesso a tecnologias de informação e comunicação, nomedamente a internet.
A nova Biblioteca tem com objectivos essenciais criar e fortalecer hábitos de leitura desde a primeira infância; facilitar o acesso dos munícipes a um conjunto de recursos informativos diversificado e actualizado (desde livros, a periódicos e a audiovisuais) ; promover acções de divulgação e animação cultural, apelando a uma participação activa e dinâmica, proporcionando condições que permitam a reflexão, o debate e a crítica; e desenvolver actividades que contribuam para a ocupação dos tempos livres da população, de forma enriquecedora
Para além de facilitar o acesso à mais variada informação, a Biblioteca Municipal apresenta uma abrangente programação cultural. O mês de Setembro será marcado pela actuação do Grupo Artelier (artes de rua), no dia 15, e pela peça de teatro “A Gargalhada de Yorick”, pela companhia Teatro Instável, no dia seguinte. A Biblioteca Municipal será ainda palco do espectáculo infantil “Karingana Blues”, pelo grupo Bica Teatro (dia 17), e das peças de teatro infantil “História do Sábio Fechado na Biblioteca”, da companhia Pé de Vento (dia 19) e “Estórias do Sr. Cão”, do grupo Pouco Siso (dia 23). Para além disso, todas as segundas, terças, quintas e sextas-feiras, às 17h00, serão realizadas sessões de contos para os mais novos.
A Biblioteca recebu o nome de António Vicente Campinas, poeta e prosador algarvio, autor do romance “Fronteiriços” e de uma vasta obra literária, também publicamente conhecido pelo seu poema “Cantar Alentejano”, escrito em honra de Catarina Eufémia.
Fonte: Câmara Municipal de Vila Real de Santo António
A Biblioteca Municipal Trindade Coelho, de Mogadouro, foi inaugurada dia 10 de Setembro.
quarta-feira, setembro 16, 2009
A Biblioteca Municipal Trindade Coelho, de Mogadouro, foi inaugurado dia 10 de Setembro. A Biblioteca integrante da Rede Nacional das Bibliotecas Públicas (RNBP) tem um tipologia BM1 eestá organizada em duas zonas distintas, sendo que o piso zero é destinado ao público infanto-juvenil, onde estão expostos livros e documentos de livre acesso. No piso superior encontram-se obras de referência que podem ser requisitadas e consultadas. A biblioteca possui salas de leitura para adultos e infanto-juvenil, sala de animação infantil, sala polivalente destinada à realização de exposições, colóquios, encontros com escritores, etc. A componente multimédia tem um lugar de destaque com 23 postos de Internet, um local privilegiado para a informação e pesquisa, onde se pode, mesmo, fazer a digitalização e impressão de documentos e livros. A infra-estrutura está apetrechada com as mais recentes tecnologias de informação e multimédia, disponibilizando a investigadores e alunos um conjunto de livros e publicações que ajudarão, certamente, na formação académica e científica de cada um.
A biblioteca vai albergar o espólio do escritor local Trindade Coelho (1861-1908), considerado, por muitos, o maior autor nacional do conto rústico. O novo e moderno equipamento dispõe de uma sala com 70 metros quadrados devidamente climatizada e organizada, onde todo o património cultural ficará devidamente depositado de forma a poder ser consultado pelos investigadores. O espólio esteve até agora no Museu Abade de Baçal, mas um acordo entre a Câmara Municipal de Mogadouro e o Instituto dos Museu e Conservação permite que seja transferido para um espaço próprio na nova Biblioteca. No futuro um dos objectivos é criar um centro de estudos trindadianos, dedicado a projectar o autor e a sua obra. Recorde-se que a biblioteca ostenta o nome do escritor, sendo esta uma forma de homenagear o autor que marcou a literatura do início do século XX”, através de obras emblemáticas como “Os Meus Amores” ou “In Illo Tempore”.
A nova biblioteca custou cerca de 1,4 milhões de euros sendo financiada em 50 por cento por fundos provenientes da Administração Central. De traça contemporânea, o moderno edifício está situado num local privilegiado da vila e inserido num conjunto de outros equipamentos, como a Casa das Artes e Ofícios, uma zona verde e anfiteatro ao ar livre, um conjunto de obras orçado em mais de cinco milhões de euros, financiados através de contrato programa da Acção Integrada do Vale do Côa (AIBT-Côa).
Biblioteca Municipal Trindade Coelho, de Mogadouro, vai ser inaugurada dia 10 de Setembro
terça-feira, setembro 01, 2009
Vai ser inaugurada dia 10 de Setembro de 2009 a Biblioteca Municipal Trindade Coelho, de Mogadouro. A biblioteca, integrante da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas (RNBP), de tipologia BM1, dispõe de um conjunto articulado de espaços públicos, nomeadamente salas de leitura para adultos e infanto-juvenil, sala de animação infantil, sala polivalente destinada à realização de exposições, colóquios, encontros com escritores, etc. Trata-se de um edifício de traçado contemporâneo, projectado pelo arquitecto Victor Mogadouro,
A nome da biblioteca honra o escritor Trindade Coelho (1861-1908), natural de Mogadouro. Prevê-se que o espólio literário do escritor actualmente localizado no Museu Abade de Baçal, em Bragança, venha a ser integrado na biblioteca.
O edifício dividido por 4 pisos, com cerca de 2496 m2 de área total, possui um mobiliário moderno e funcional, recantos acolhedores, uma vasta área dedicada à infância e juventude, aos adultos e aos utilizadores em geral, em harmonia com as novas tecnologias de informação, transformando a nova Biblioteca Municipal num espaço apelativo e moderno.
A Biblioteca Municipal Manuel Alegre pretende ser um lugar ideal para o encontro e a descoberta, onde vai oferecer matéria de sonho, encantamento e investigação, excelência e modernidade, numa dinâmica de oferta global de serviços de valor informativo, educativo, cultural e social acrescentado, enquadrando-se na política que a autarquia implementa no concelho.
Assim, o novo edifício dispõe de uma área pensada para os mais novos com a secção infantil, a sala do conto, o espaço infantil, mas também para os jovens com as zonas de leitura juvenil ou a secção audiovisual. A nova biblioteca oferece ainda uma secção destinada aos adultos com a secção multimédia, a secção vídeo-aúdio, a secção de periódicos, (jornais e revistas) as zonas de leitura e a área de auto-formação de adultos. Na Biblioteca Manuel Alegre poderá igualmente encontrar os espaços internet, a sessão multimédia, a sala de trabalhos de grupo, o posto de consulta bibliográfica, a sala polivalente, entre muitas outras zonas funcionais destinadas a todos os utilizadores.
As tecnologias de informação assumem-se neste projecto como um estímulo e como instrumentos essenciais ao serviço da missão e objectivos da Biblioteca Municipal de Águeda. Este projecto teve como principal objectivo assegurar a máxima sustentabilidade dos serviços da Biblioteca Municipal Manuel Alegre, com a instalação de infra-estrutura de rede e sistemas informáticos, assim como a construção de uma rede de bibliotecas no Concelho, previstas nos projectos camarários. Na sua elaboração, a Autarquia procurou garantir uma total integração no projecto informático global existente na Câmara Municipal, quer ao nível lógico, quer ao nível físico.
Enquanto espaço público, a Biblioteca pretende oferecer serviços que respondam às reais necessidades dos cidadãos que a procuram, desde o direito básico à informação e ao conhecimento, passando pela alfabetização informacional e tecnológica à educação ao longo da vida, constituindo-se, simultaneamente, como um espaço de debate e inquietação cultural, dando um particular ênfase à sua função de espaço propício à inclusão de todos os cidadãos, à sua plena integração social, bem como privilegiar a sua relação institucional com os demais parceiros sociais.
O edifício projectado pelo arquitecto Alcino Soutinho situa-se junto ao Fórum Municipal da Juventude (que funcionará interligado com a Biblioteca). O nome da biblioteca é uma em homenagem ao poeta nascido neste concelho em 1936. O horário de funcionamento é das 10h00 às 19h00.
Nova Biblioteca Municipal de Sever do Vouga será inaugurada dia 25 de Julho
sexta-feira, julho 24, 2009
No próximo dia 25 de Julho será inaugurada a novaBiblioteca Municipal de Sever do Vouga. A bbiblioteca, integrante da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, tem uma tipologia BM1.
A biblioteca possui uma área total de 1020 m2, compreendendo Sala de Adultos e Sala Infantil, Sala da Hora do Conto e Sala Polivalente, permitindo o acesso à Internet, à audição de música, ao visionamento de filmes, à leitura de jornais e revistas, à consulta, leitura e empréstimo domiciliário de livros, CD´s, DVD´s e CD-Roms, entre outros serviços.
O edifício, projectado pelos arquitectos António Oliveira e Pedro Lemos Cordeiro, fica localizado no Parque Urbano da Vila.
Na cerimónia de inauguração, que terá início às 12h00, será apresentado o espectáculo de marionetas “O Jardim – Tomo I – A Primavera”, inspirado no conto de Oscar Wilde O Gigante Egoísta. A peça é dirigida a maiores de 2 anos e realizada pela Companhia de Teatro e Marionetas de Mandrágora. Até ao dia 12 de Agosto ficará patente na Biblioteca a exposição “Viagem ao Mundo das Marionetas”, pela mesma Companhia.
Nova "Biblioteca Municipal Manuel Alegre" em Águeda abrirá ao público dia 1 de Setembro
A nova Biblioteca Municipal do concelho de Águeda, integrante da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, será aberto ao público no dia 1 de Setembro de 2009, estando prevista a sua inauguração para depois dessa data, ainda no decorrer do mês de Setembro. A Biblioteca tem uma tipologia BM2 e irá designar-se de Biblioteca Municipal Manuel Alegre, em virtude do escritor ter nascido e crescido em Águeda.
Esta nova biblioteca, integrante da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, com um tipologia BM3 é um espaço de cultura e convívio, que se quer partilhado por todos. Além da normal actividade de uma biblioteca – disponibilização de periódicos, sala de leitura e multimédia, pretende-se igualmente reforçar uma actividade que vinha já sendo desenvolvida na antiga Biblioteca Municipal: a promoção de actividades, principalmente junto dos mais novos, que promovam o gosto e o interesse pela leitura e pelos livros.
Na mesma ocasião, e no mesmo local, é inaugurada a exposição colectiva de escultura ao ar livre EsculturaLivre. Esta mostra, que se irá manter até ao dia 31 de Dezembro, é mais uma aposta na promoção da cultura, trazendo-a junto das pessoas, e conta com grandes nomes do panorama artístico nacional e internacional.
No interior da Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, será inaugurado o Painel de Azulejos de Manuel Cargaleiro e a exposição “Fernando Piteira Santos – Português, Cidadão do Século XX”.
PROGRAMA: 17h30
Concentração junto da Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, Av. Conde Castro Guimarães (Frente à Academia Militar). Recepção aos convidados, com o Grupo de Djambé da Escola Intercultural; Visita à exposição “Escultura Livre – Amadora 2009”.
17h45 O Grupo Toca a Rufar, abre caminho às crianças das escolas da zona e de outros leitores que trazem livros da velha Biblioteca. Entrada das crianças na Biblioteca, seguidas pela comitiva: Piso -1 (espaço Infantil); Piso 0 (Recepção) (Inauguração do Painel de Azulejos de Manuel Cargaleiro e exposição alusiva a Piteira Santos); Pisos 1 e 2 (área especializada de BD e Fundo Piteira Santos).
18h00 Discursos de Inauguração.
18h30/19h00 Concerto pela Orquestra Geração, no Grande Auditório da Academia Militar; Beberete
SOBRE A BIBLIOTECA:
Tipo: BM3
Fundo documental que conta com 85.000 documentos, sendo cerca de 5500 documentos multimédia (CD's, videocassetes, DVD's e CD-ROM's).
345 lugares sentados para leitura, consulta e utilização das novas tecnologias.
Sectores por piso: - Sector Infantil e Juvenil; sala do conto; espaço para ateliers (Piso -1) - Sector de Recepção e Atendimento; Empréstimo domiciliário; Leitura de Periódicos; Cafetaria; Espaço Internet; WC equipado com fraldário; Auditório (Piso 0) -Sector de Adultos (Piso 1) - Sector de Fundos Especiais (Piso 2)
Valências:
Auditório: Com 81 lugares e equipado com sistema de som, de vídeo e de audioconferência.
Espaço expositivo: Possui áreas para exposições.
Recepção e atendimento: 4 Balcões de atendimento nos 4 pisos, com serviço de referência, de informações e de apoio e acompanhamento dos leitores.
Fundos: - Fundo adulto e infantil - Fundo multimédia - Fundo Local: Que reúne um conjunto de documentos essenciais para o estudo da nossa região, quer a nível global quer particularizando cada freguesia. - Fundos documentais especiais: Fundo de Banda Desenhada e Fundo Piteira Santos
Serviços: Catálogo informatizado: catálogo informatizado disponível on-line para pesquisa de documentos pretendidos.
Serviço Empréstimo Domiciliário: Um dos principais serviços prestados pelas Bibliotecas que reside no empréstimo de livros, CD's, videocassetes, DVD's e CD-ROM's, para o qual o utilizador apenas necessita de obter (gratuitamente) um cartão de utilizador.
Serviços de Promoção da Leitura: Um conjunto de actividades que visam o incentivo à leitura para crianças, jovens e adultos.
Serviço de informação à Comunidade: Que presta informações que vão desde o acesso ao ensino superior à toxicodependência, horários de transportes, horários e moradas de Serviços Públicos no Concelho, etc.
Serviço Informático: Com 25 computadores multimédia para uso de CD-ROM's, aplicações do MSOffice, scanner, impressora a cores e acesso à Internet.
2 Computadores para pessoas com necessidades especiais
Serviço de Audiovisual: Com equipamentos para visualização e audição de DVD’s; CDI’s; CD’s áudio.
Serviço de Fotocópias (pagas) em sistema de Self-Service.
Serviço de Cafetaria (a disponibilizar futuramente)
Biblioteca Adriano Moreira será inaugurada a 17 de Junho em Bragança
sexta-feira, junho 12, 2009
A Biblioteca Adriano Moreiraserá inaugurada a 17 de Junho, às 10h30, em Bragança, com a presença de Cavaco Silva, Presidente da República.
Nesta nova biblioteca transmontana estará disponível o espólio (destaque para as obras de Ciência Política) de Adriano Moreira (n. 1922), professor universitário, ex-ministro e antigo líder do CDS. O político, académico e jurista nasceu em Grijó, uma aldeia do concelho de Macedo de Cavaleiros, mas foi Bragança a escolhida para guardar o seu acervo bibliotecário, condecorações, diplomas e atribuições honoríficas.
O material doado tem estado guardado até ao momento no antigo Colégio dos Jesuítas. de Bragança. A Biblioteca Adriano Moreira integrará um conjunto de equipamentos culturais localizados no centro histórico da cidade, nomeadamente três bibliotecas públicas, cinco museus e conservatório de Música e Teatro municipais.
Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, da Amadora, é inaugurada dia 19 de Junho
sexta-feira, junho 05, 2009
Inaugura no próximo dia 19 de Junho a Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos. As novas instalações da biblioteca da Amadora possuem um sector destinado ao público infantil e juvenil (que inclui sala do conto e espaço para a realização de ateliês de expressão) e outro sector para o público adulto. Dispõem ainda de um Espaço Internet, um auditório e espaços de exposições.
A colecção da biblioteca reúne cerca de 85 000 documentos, entre livros, jornais, revistas, CD e DVD, para consulta presencial e empréstimo domiciliário.
A biblioteca recebe o nome de Fernando Piteira Santos, em homenagem ao historiador, jornalista, tradutor e activista político, natural da Amadora, que legou a sua biblioteca pessoal ao Município. Este legado constitui um fundo especial composto por mais de 15 000 obras, nas áreas da literatura, política, história, religião e filosofia.
Tratando-se de um concelho com uma forte ligação ao universo da banda desenhada – organiza anualmente o Festival de BD da Amadora – a biblioteca inclui ainda um fundo especial de banda desenhada, com mais de 10 000 livros e obras de referência.
Biblioteca Municipal José Saramago, no Feijó, Almada, é inaugurada dia 23 de Maio.
quinta-feira, maio 21, 2009
No dia 23 de Maio, pelas 17h30, é inaugurada a Biblioteca Municipal José Saramago, no Feijó, Almada. Um equipamento marcado por um painel de 14 mil azulejos do Mestre Querubim Lapa.
Muitas valências
No piso 0 encontra-se a área de atendimento ao público, uma sala polivalente, uma loja, uma zona para o empréstimo domiciliário e ainda uma área para consulta de periódicos (jornais e revistas). Neste piso, tirando partido da proximidade um plano de água, existe também uma cafetaria/bar.
Subindo ao Piso 1, encontram-se as áreas destinadas aos mais novos, repartidas pelo sector infantil e sector juvenil, além de salas para ateliers e para a “hora do conto”. Uma zona privilegiada da biblioteca, tendo em conta a existência de várias escolas num raio de 1 km, com cerca de 10 mil alunos.
O Piso 2 é constituído pela sala de leitura geral, áreas de consulta local e ainda por uma área de consulta multimédia.
Um marco na arquitectura do concelho.
O edifício da nova biblioteca, no Centro Cívico do Feijó - Rua da Alembrança, representa um marco na arquitectura do concelho, estando integrado no conjunto mais vasto que compõe o Centro Cívico do Feijó. A autoria é do arquitecto João Lucas, técnico da Câmara Municipal de Almada.
Junto à biblioteca foi construída uma Casa de Chá, as novas instalações da Junta de Freguesia do Feijó, já em funcionamento, e uma ampla praça pedonal. Ainda nesta área a Câmara Municipal de Almada disponibilizou um terreno para a construção do centro de saúde do Feijó.
Arte em 14 mil azulejos A autarquia encomendou a Querubim Lapa um painel de azulejos que reveste toda a base deste equipamento. Um desafio que este mestre da pintura aceitou ao produzir, à mão, 14 mil azulejos, ocupando uma superfície de quase 600 m2. Para Querubim Lapa, a sua obra pretende transmitir a ideia da Casa do Livro, páginas abertas à espera de serem lidas, que nos guiam até ao interior da Biblioteca.
A razão do nome Com a atribuição do nome do Prémio Nobel da Literatura a esta Biblioteca, a Câmara Municipal de Almada pretende, desta forma, homenagear o papel que José Saramago tem desempenhado na promoção da literatura portuguesa. O anúncio do nome foi feito pela presidente da Câmara Municipal de Almada, a 2 de Junho de 2008, aquando da visita ao concelho de José Saramago em que assistiu à representação da peça “Que farei com este livro”, escrita expressamente por Saramago para a Companhia de Teatro de Almada, e que estreou em 1980.
Investimento municipal A construção desta biblioteca insere-se na estratégia da Câmara Municipal em dotar o concelho de várias centralidades, estabelecendo novos pontos de encontro e de reunião dos cidadãos. É o que se pretende com o Centro Cívico do Feijó. O investimento da autarquia na Biblioteca ascende aos 2,1 milhões de euros.
A casa, uma construção do século XVIII reconstruída depois do terramoto de 1841, sofreu agora obras de reabilitação que lhe permitem continuar a perpetuar a memória do escritor, natural da ilha Terceira e "pai" do termo “açorianidade”.
O imóvel foi inaugurado numa cerimónia presidida por Carlos César, presidente do Governo Regional dos Açores, e possui dois pisos, varanda de ferro forjado, com traça tradicional da arquitectura do "Ramo Grande", denominação popular da zona da Praia da Vitória na ilha Terceira.
Na "Casa das Tias", adquirida há cerca de duas décadas pela autarquia local, vai passar a funcionar para além da Biblioteca Pública Silvestre Ribeiro, no piso inferior, a sede da Assembleia Municipal na parte superior.
A casa, além do seu valor arquitectónico como exemplar do Ramo Grande, é um ícone na obra de Nemésio, uma casa de que fala em muitos dos seus romances.. É um edifício com excelentes condições, que vai acolher também exposições e, no jardim interior, várias actividades, sobretudo da biblioteca, dirigidas a crianças, como a Hora do Conto, na altura de Verão.
A casa era propriedade de duas tias de Nemésio, que lhe pagaram os estudos universitários por os pais, de origem humilde, não terem possibilidades financeiras. Vitorino Nemésio, autor de "Mau Tempo no Canal", passou grande parte da sua infância e juventude nesta casa, localizada junto à Igreja da Misericórdia, ali regressando sempre na altura das férias.
Em 1994 foi ali inaugurado um busto do escritor, da autoria do escultor Álvaro Raposo França e, em 2007, abriu, na casa onde nasceu Nemésio, um Centro de Estudos e Museológico, sobre a sua vida e obra.
A "Casa das Tias" acolhe na sua inauguração uma exposição de pintura, escultura e outras artes plásticas do artista Ramiro Botelho, natural da Praia da Vitória.
Câmara Municipal da Trofa tem vindo a dedicar o ano de 2009 à leitura com múltiplas iniciativas e intervenções
terça-feira, abril 21, 2009
A Câmara Municipal da Trofa tem vindo a dedicar o ano de 2009 à leitura. Desde o início do ano que a autarquia trofense tem procurado incentivar os trofenses de palmo e meio para a importância da leitura.
Uma das medidas passou e passa pela inauguração de bibliotecas escolares nos estabelecimento de ensino básico do concelho. Nesta altura foram já inauguradas bibliotecas na Escola Básica do Paranho em S. Martinho de Bougado, na Escola de Feira Nova em S. Mamede do Coronado, na Escola EB2,3 Professor Napoleão Sousa Marques, além de outras que estão já a funcionar nas escolas. Além da instalação das bibliotecas a autarquia desenvolveu o Plano Concelhio de Animação da Leitura, o qual passava por escolher uma obra ler na sala de aula e interpretar a história através de uma peça de teatro, música ou recorrendo às artes plásticas.
A autarquia trofense tem desenvolvido estas actividades através da Biblioteca Municipal da Trofa que se encontra instalada na Casa da Cultura da Trofa.
O núcleo embrionário da Biblioteca Municipal além de desenvolver um trabalho que se estende pelas várias bibliotecas instaladas em diferentes pontos do concelho, tem ao dispor de todos os interessados mais de 7000 obras.
A Casa da Cultura está aberta de terça a sexta feira das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 19h00 e ao sábado das 10h30 às 12h30 e das 14h00 às 17h00.
Centro cultural multifuncional TEA (Tenerife Espacio de las Artes) com biblioteca invulgar!
domingo, abril 19, 2009
É um bunker. Um museu. Tem uma biblioteca aberta 24 horas. Herzog & De Meuron fizeram-no outra vez: é um espanto. O TEA é o novo centro cultural de Tenerife, um destino turístico. Mas não é para os turistas, não é como o Guggenheim de Bilbau, diz o seu director. Ele deve saber, porque ele esteve lá.
Visto de fora, o Tenerife Espacio de las Artes parece um bunker, longe da exuberância imediata do Estádio Olímpico de Pequim (ninguém diria que os arquitectos são os mesmos). Mas, depois de uma viagem ao interior, só podemos vê-lo com outros olhos. Dito de outro modo: é um edifício que se vê melhor por fora depois de o vermos por dentro. Por fora, o TEA é uma couraça de betão, com a magnitude de um porta-aviões; por dentro, é uma máquina de percepção.
Inaugurado no fim de Outubro de 2008, o TEA é o mais recente projecto da dupla suíça Jacques Herzog & Pierre de Meuron concluído em Espanha, depois do Edifício Fórum, em Barcelona (2004), e da CaixaForum, em Madrid, aberta em Fevereiro do ano passado. E é o segundo projecto daqueles arquitectos em Santa Cruz de Tenerife, uma cidade de pouco mais de 200 mil habitantes (como o Porto, sensivelmente), depois da remodelação da Praça de Espanha: Herzog & De Meuron trouxeram o mar para a cidade ao criar um gigantesco espelho de água numa zona de passeio público, e isto é só a primeira parte de um plano mais ambicioso, de transformação da frente marítima de Santa Cruz. Conhecida como destino turístico, Tenerife, a maior ilha das Canárias, tem vindo a estabelecer uma reputação arquitectónica nos últimos tempos (neste momento, os dedos dos habitantes locais estão a apontar na direcção do auditório ondulante e branco de Santiago Calatrava, junto ao mar). Com o TEA, Tenerife acaba não só de entrar no circuito internacional da arquitectura, mas, o que talvez seja mais importante para a população local, dispõe agora de uma infra-estrutura centralizadora que promete dinamizar a vida cultural da cidade.
Comparado com as obras-espectáculo a que Herzog & De Meuron nos têm habituado - os fotogénicos "Ninho de Pássaro", em Pequim, com a sua musculatura tecnológica, ou o Estádio Allianz Arena, de Munique, com o seu revestimento luminescente -, o TEA parece discreto, sem deixar de ser surpreendente. É o contrário do edifício exibicionista: exige corte prolongada, e o seu exterior de betão, quase brutalista, parece a antítese da arquitectura high tech, produzida digitalmente. Isto enquanto ele não nos tira o tapete: a partir do momento em que transpomos as letras "TEA", à entrada, este volume escuro, aparentemente fechado sobre si mesmo, revela-se um espaço generosamente aberto. Não é o tipo de arquitectura que se oferece instantaneamente a uma câmara, porque produz uma certa ambiguidade. Como resume o director da instituição, Javier González de Durana (Bilbau, 1951), parece um edifício "compacto, gótico, cheio de sombras, mas depois é muito abstracto e luminoso".
O acesso ao interior faz-se por um imenso pátio triangular, em rampa, lembrando-nos que estes são os mesmos arquitectos da Tate Modern, em Londres. Mas as semelhanças acabam, porventura, aí. Não se pode acusar Herzog & De Meuron (que trabalharam aqui em colaboração com o espanhol Virgilio Gutiérrez) de se copiarem a si próprios. Quando entra nessa praça triangular, o visitante sente-se irresistivelmente impelido para as grandes paredes de vidro laterais porque se apercebe de que algo se passa lá dentro e em baixo: uma imensa biblioteca, branca e racionalista, com uma escala industrial. As amplas janelas permitem olhares recíprocos entre o exterior e o interior, além de o seu reflexo proporcionar um efeito de multiplicação ou prolongamento do espaço. A rampa atravessa literalmente a biblioteca, dividindo-a ao meio.
Ao entrar no edifício, vamos continuar a olhar para baixo: do lado esquerdo, a zona de cafetaria, também no piso inferior e com os mesmos candeeiros pendentes do tecto, longilíneos e translúcidos (desenhados pela dupla de arquitectos), parece uma extensão da biblioteca.
Atrás da recepção e bilheteira, uma escada em caracol liga os três pisos do TEA, e é aí que o seu director nos recebe, para uma visita guiada.
Três em um O TEA é um centro cultural multifuncional, combinando diferentes espaços e actividades. É, ao mesmo tempo, um museu de arte moderna e contemporânea, uma biblioteca pública e um centro de fotografia.
O que o distingue de qualquer outro museu, assinala González de Durana, é que, "aqui, o espaço mais importante não é o das exposições, mas a biblioteca, onde se produz o conhecimento, a reflexão". Não é a sua única particularidade: é uma biblioteca que nunca fecha; está aberta 24 horas por dia, o que explica a profusão de candeeiros num espaço que tira tanto proveito da luz natural. A melhor altura para visitar o TEA será a meio da tarde, para sair de noite e ver o seu teatro luminoso. Os arquitectos trespassaram as fachadas de betão com aberturas de forma irregular - é uma das marcas emblemáticas do edifício -, que, à noite, irradiam a luz artificial do interior. Jacques Herzog diz que as perfurações nas fachadas seguem um padrão obtido a partir de uma imagem pixelizada do mar frente a Santa Cruz.
Computadores com acesso gratuito à Internet, sofás para incentivar o encontro - o director do TEA faz questão de sublinhar que o ambiente é informal (talvez por isso biblioteca e cafetaria se pareçam tanto) e vai direito a uma gigantesca tela de plástico que forma uma black box no centro desta biblioteca branca: é uma sala de projecção de 30 lugares. A cortina não isola totalmente o som, mas pouco importa: esta "não é uma biblioteca onde o silêncio é imperativo, não é uma biblioteca do século XIX", nota o director.
A biblioteca é também o espaço onde o belo paradoxo desta arquitectura está mais à vista, com o seu jogo de contradições entre a materialidade sólida das fachadas e a ligeireza das transparências, entre o maciço e o evanescente, entre interior e exterior.
No mesmo piso, encontram-se as galerias de exposição temporária, com áreas que variam entre a grande escala e o intimismo. Dois pisos acima, dominam as salas de exposição permanente, ou, melhor dizendo, as salas onde a colecção do TEA dialoga com a arte actual.
Crise induz investimento público no Reino Unido: em Birmingham será construída a 2ª maior biblioteca do país
sábado, abril 18, 2009
A segunda maior biblioteca pública do Reino Unido será em Birmingham e o projecto é da responsabilidade do atelier holandês Mecanoo. A nova Biblioteca, estimada em 193 milhões de libras, terá 31 mil m2, e será desenvolvida na Centenary Square, a praça mais importante da cidade. O equipamento poderá receber mais de 10 mil visitantes por dia (cerca de 3,5 milhões por ano) e tem abertura prevista para 2013. A maior biblioteca do Reino Unido continuará ser a Biblioteca Britânica, em Londres
Com o famoso Birmingham Repertory Theatre e a Baskerville House, espera-se que se torne o centro social da cidade, «um palácio do povo, caloroso e acolhedor».
Biblioteca itinerante "Bibliomealhada" já circula no concelho da Mealhada há mais de um ano
terça-feira, dezembro 09, 2008
No dia 5 de Novembro de 2007 teve ínicio o projecto “Bibliomealhada”, a biblioteca itinerante do município da Mealhada. Trata-se de um autocarro transformado em biblioteca que faz chegar livros, jornais, revistas, CD’s, DVD’s e Internet a todas a povoações do concelho, promovendo assim a igualdade de oportunidades no acesso à cultura, e a sua inclusão na sociedade da informação.
O autocarro original, com 50 lugares, foi transformado pelos funcionários da autarquia (que idealizaram o projecto) numa biblioteca móvel que percorre há mais de um ano as oito freguesias do concelho, com o propósito de levar a todos os cidadãos do município as obras e alguns serviços da Biblioteca Municipal da Mealhada. O “Bibliomealhada” conta com uma zona para ler e ouvir música, um pequeno anfiteatro para se assistir a um filme ou documentário e uma área equipada com computadores, com acesso gratuito à internet. Para além de promover a leitura junto dos munícipes de diferentes faixas etárias do concelho, possibilita assim a aprendizagem das novas tecnologias da informação. O empréstimo domiciliário contempla até um conjunto de três livros, um CD e um DVD.
A responsável pela Biblioteca Municipal da Mealhada, Manuela Soares, garante que «o balanço deste ano é extremamente positivo». O Bibliomealhada, que percorre vinte e cinco lugares de paragem, por todo o concelho, tem na actualidade cerca de quinhentos novos leitores desde a sua inauguração. Os utilizadores da Biblioteca Municipal da Mealhada, já com cartão, usam o mesmo cartão no bibliomóvel.
Gisela Ferreira, técnica da biblioteca, revela alguns dados curiosos do público do bibliomóvel: «As crianças quase sempre requisitam o número máximo de documentos que podem levar, isto é, três livros, um CD e um DVD. Os adultos requisitam mais literatura estrangeira e livros temáticos. A Hora do Conto é bastante frequentada por crianças. Já os idosos recorrem mais ao visionamento de filmes antigos portugueses no pequeno anfiteatro do bibliomovel. Os dois postos de internet são bastante procurados pelos mais novos, mas também por alguns adultos». “As Escolas Básicas 1 e Jardins-de-Infância recebem, todos os meses, uma mala com os ‘Livros em Viagens’, um conjunto de livros sobre determinada temática. Essa mala permanecernesse espaço até a Bibliomealhada voltar a lá passar, levantar essa mala e deixar outra, com livros sobre uma nova temática, e assim sucessivamente. Esta é a forma da Biblioteca Municipal da Mealhada promover a leitura no concelho, mediante o protocolo assinado com o Plano Nacional de Leitura. Os lares e centros de dia recebem também os ‘(A)braços da Biblioteca Municipal’ que são cestas com livros, DVD e CD”, disse ainda Gisela Ferreira.
«Os objectivos foram mais do que cumpridos. ‘Quando Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé’, foi este o lema que seguimos e já vimos que resulta. Neste caso, os livros, os CD, os DVD e a internet vão às pessoas, às suas terras e às escolas. É um projecto que facilita o acesso dos munícipes aos serviços da Biblioteca Municipal da Mealhada e, no fundo, à cultura. Tem tido muita aceitação por isso!», conclui Carlos Cabral, presidente da autarquia.
O autocarro passa nas sedes de freguesia do concelho, no seguinte horário semanal:
Segunda-feira - Pampilhosa (14h30 às 17h00)
Terça-feira - Vacariça (10h00 às 12h30) ; Luso (14h30 às 17h00)
Quarta-feira - Ventosa do Bairro (10h00 às 12h30) ; Antes (14h30 às 17h00)
Quinta-feira - Casal Comba (10h00 às 12h30) ; Barcouço (14h30 às 17h00)
Fontes: Texto: Câmara Municipal da Mealhada e Jornal da Mealhada Fotos: Câmara Municipal da Mealhada
Biblioteca Municipal de Valença tem meio milhar de utentes galegos inscritos
quinta-feira, dezembro 04, 2008
Um em cada quatro dos que requisitam livros é espanhol, daí a aposta em publicações galegas
A Biblioteca Municipal de Valença é cada vez mais procurada por espanhóis, nomeadamente galegos. Mas os valencianos também podem requisitar livros em Tui, graças a uma parceria entre as duas autarquias.
A Biblioteca Municipal de Valença tem, actualmente, meio milhar de utentes galegos inscritos, oriundos na sua esmagadora maioria de Tui e localidades vizinhas mais próximas da fronteira. Num universo de 2184 de registos de pessoas que utilizam os serviços da biblioteca e requisitam livros a título de empréstimo, 472 são residentes na Galiza, quase 25 %.
A crescente procura dos galegos por aquele espaço, a que se associa também a deslocação do Bibliomóvel de Valença (serviço de biblioteca itinerante destinado principalmente a crianças e jovens) uma vez por mês ao outro lado da fronteira, deu origem a uma parceria com o Ayuntamiento de Tui, com o objectivo de os portugueses poderem também usufruir livremente da biblioteca pública daquela localidade galega.
«Este intercâmbio vem reforçar a afirmação e o conhecimento da literatura portuguesa na Galiza, bem como proporciona aos valencianos um contacto, mais próximo, com a vasta produção literária da Galiza», considera o presidente da Câmara Municipal de Valença, José Luís Serra, cuja posição encontra eco nos seus parceiros de Tui.
O Conselheiro da Cultura Tudense, Moisés Rodríguez Pérez, entende que "esta medida sublinha o novo carácter empreendedor da biblioteca tudense que tenta abrir novos espaços de promoção da leitura e de aproximação às diversas sensibilidades culturais que existem na nossa cidade", disse ao JN.
Fruto da dinâmica que se vem cimentando entre as referidas duas unidades públicas portuguesa e galega, e para dar resposta à procura crescente dos galegos pelos seus serviços, a Biblioteca Municipal de Valença vem somando ao seu espólio publicações em galego.
Segundo dados a que o Jornal de Notícias teve acesso, a Biblioteca de Valença tem, actualmente, disponíveis para consulta e requisição cerca de 29 mil monografias, das quais 270 são galegas.
Aos seus serviços acorrem em média 83 pessoas por dia e dali saem para empréstimo cerca 520 publicações por mês, sendo que uma boa parte delas é requisitada por interessados proveniente da Galiza.
O serviço de Bibliomóvel é prestado oito vezes por mês a escolas básicas e jardins de infância do concelho, e uma delas às escolas de Tui.
Sobre a nova Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, da Guarda
quarta-feira, dezembro 03, 2008
A Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, da Guarda, a inaugurar dia de aniversário, a 27 de Novembro, um dos equipamentos culturais mais aguardados e que fechará o chamado “triângulo cultural” também constituído pelo Teatro Municipal da Guarda e pelo Centro de Estudos Ibéricos, promete dar novo fôlego à cultura na Guarda. O equipamento custou 1,7 milhões de euros. De realçar os cerca de três mil livros da colecção particular de Eduardo Lourenço e de alguns textos manuscritos do ensaísta que também vão integrar o espólio da nova biblioteca e que foram oferecidos pelo próprio no dia em que fez 85 anos (23 de Maio de 2008). Trata-se de um conjunto de livros que o ensaísta seleccionou de entre várias obras que lhe foram oferecidas, algumas das quais com dedicatórias e textos manuscritos, nas áreas da Filosofia, da História, das Artes e da Literatura.
Salas vão ter nome de obras de Eduardo Lourenço A nova biblioteca da cidade fica situada na Quinta do Alarcão, “paredes-meias” com a Alameda de Santo André e junto ao edifício do Centro de Estudos Ibéricos, na Rua Soeiro Viegas. O local vai assumir-se como um autêntico parque cultural e de lazer, uma vez que junta duas estruturas culturais da cidade que na sua envolvente têm uma importante mancha verde de pinheiros e azevinhos e um pequeno auditório ao ar livre, bem como vários percursos pedestres. Em suma, uma reserva de potencialidades ambientais e lúdicas que pretende estabelecer uma relação forte entre a Alameda de Santo André e as Ruas Soeiro Viegas e Alexandre Herculano. O edifício da nova biblioteca apresenta-se em dois pisos, ficando o primeiro reservado ao público mais jovem, com uma zona de leitura informal, um recanto com sofás e uma pequena sala para actividades de leitura, algumas das quais a decorrer nas tardes dos Sábados. Todos os espaços na nova biblioteca vão ter o nome de obras de Eduardo Lourenço: no caso da secção do público mais jovem, a sala será denominada de “Nós como futuro”. No mesmo piso encontramos uma sala polivalente denominada de “Tempo e poesia” que irá acolher debates, colóquios, projecções e exposições, e ainda um pequeno bar, acessível ao público. No segundo piso vão funcionar as áreas de trabalho, o sector técnico e administrativo e a secção de adultos intitulada de “A nau de Ícaro”. Esta sala está subdividida em secções de consulta de periódicos e aprendizagem à distância. A zona está equipada com computadores, contando com 32 lugares de consulta, seis dos quais com equipamento multimédia e audiovisual. Na zona da cave vão funcionar as secções de manutenção e restauro de documentos, o depósito central e a Livraria Municipal, que funcionou até à data no edifício da Câmara Municipal da Guarda. Recorde-se que esta livraria surgiu em Março de 2003 com o objectivo de proporcionar maior visibilidade aos autores e às colectividades do concelho e do distrito da Guarda com obras editadas. Poesia, prosa, ficção ou história, o leque das ofertas é variado. Com lugar na nova biblioteca, a autarquia espera que a Livraria Municipal ganhe mais projecção, tornando-se num espaço de divulgação cultural ainda mais activo, onde se podem encontrar várias edições (em forma de livros, DVDs ou CDs) de autores do Distrito, mostrando a capacidade criativa das gentes da Guarda.
Os livros Todos os livros que estavam no antigo edifício da biblioteca (Solar Teles Vasconcelos), tanto os que faziam parte da Biblioteca Municipal, como os da ex-Biblioteca Fixa nº41 da Fundação Calouste Gulbenkian, tiveram que passar por um longo processo de desinfestação e limpeza e, nalguns casos, houve mesmo que reencadernar algumas edições. Trata-se de um processo extremamente moroso e que, a par do inventário e catalogação informática de todo o espólio da Biblioteca Municipal, dificultou, e muito, a transição dos livros para a nova biblioteca da cidade. Recorde-se que a Biblioteca Municipal da Guarda tem 128 anos e um fundo muito grande de livros. Para a nova biblioteca, Ana Pessanha, a directora da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, seleccionou parte do fundo existente, que teve que ser tratado, e foram comprados livros novos. «Assim que forem sendo tratados, vão ser expostos ao público», refere a directora. «Uma das boas surpresas que tivemos com este fundo foi o riquíssimo património de jornais», refere Ana Pessanha, a trabalhar na mudança de casa desde meados Novembro de 2007. Já o estado em que os periódicos se encontravam, uma vez que a sua consulta era facultada directamente ao público, foi uma das causas de preocupação. «Em Janeiro apercebi-me que havia um problema grande com os jornais quando me desloquei à Biblioteca Nacional com alguns funcionários. O objectivo era mais o de ver como era feita a encadernação dos jornais e foi então que me apercebi que eles estavam muito mal tratados; eram fotocopiados, consultados, emprestados e o seu desgaste era enorme!», conta. Como consequência imediata, os jornais foram entregues a duas funcionárias que começaram o seu tratamento de conservação. «Logo que esse trabalho esteja concluído, os jornais serão digitalizados e será dessa forma que o público os poderá depois consultar», adianta. Nas estantes da nova biblioteca vão estar, no dia da inauguração mais de 16 mil livros. «16 mil é o número que temos até ao momento (22 de Outubro) prontos para ir para as estantes. A 27 de Novembro deverão já estar mais livros dos que estão em fase de desinfestação. Estamos também à espera de uma grande encomenda de títulos novos, que deverá chegar nos próximos dias, mas, para já, 16 mil é o número que temos», refere. Os novos livros adquiridos para a Biblioteca têm públicos muito abrangentes. «Uma biblioteca tem que ter em conta a preferência dos utilizadores. E nos últimos anos não havia a noção exacta do perfil de quem requisitava os livros e por isso apostámos num pouco de tudo: Literatura, Ginástica, Jardinagem… completámos obras, e adquirimos sobretudo temas que nos pareceram interessar às pessoas, com informação imediata, porque para os investigadores nós já tínhamos obras».
Uma biblioteca para públicos dos 8 aos 80 A Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço quer apostar no público familiar. A ideia é que avós e netos ou filhos e pais possam usufruir do espaço. «Enquanto os mais velhos tomam café e lêem o jornal ou uma revista no nosso bar, as crianças que os acompanham podem deslocar-se à sala jovem “Nós como Futuro”, onde para além do contacto com as obras, as crianças podem ouvi-las na sala do conto, uma sala onde aos Sábados vamos fazer actividades de leitura», explica Ana Pessanha. A Biblioteca pretende atrair o público infantil e é mais fácil fazê-lo através da família do que através da escola, «pelo menos achamos que tem outro peso a criança vir à biblioteca com os pais ou com outros familiares», justifica a bibliotecária. O dia escolhido é o Sábado à tarde. Ana Pessanha refere que cativando as famílias é mais fácil criar hábitos de leitura nas crianças. De qualquer forma, existe já um plano de trabalho com as escolas e com os professores. Logo após a semana da inauguração, a biblioteca conta receber as crianças do ensino pré-escolar e do 1º ciclo do ensino básico. «A ideia é mostrar-lhes as instalações e o espaço que foi criado para elas». Por outro lado, a Biblioteca Eduardo Lourenço endereçou um convite às escolas para que os estabelecimentos de ensino dos 2º e 3º ciclos elaborassem um horário de visita ao espaço, estando previstas depois várias actividades de leitura que decorrerão no 2º período lectivo. Para já, esta actividade envolve mais de 30 professores e prevê a visita ao espaço na hora do estudo acompanhado dos alunos. «Queremos envolver os professores em todas as actividades a realizar e por isso antes de iniciar a série de visitas está prevista uma reunião. Sabemos que os grupos e os interesses de cada turma são diferentes e por isso queremos falar com os professores antes». Nestas actividades, para além da visita ao espaço, está prevista também formação do utilizador. «Queremos mostrar-lhes como podem utilizar o espaço e chegar à informação», explica a directora da biblioteca.
O Cartão de leitor e os vários suportes de informação Logo após a abertura, a nova biblioteca vai proceder à edição de novos cartões de leitor. Cada utilizador passará a ter os seus dados processados em formato digital numa ficha com toda a informação necessária. Após o preenchimento desses dados é editado o cartão e é-lhe atribuído um número, que dará acesso à requisição de livros na biblioteca, sendo o serviço totalmente gratuito. Cada leitor pode requisitar três livros de cada vez. Quanto ao prazo de entrega, ainda não está definido, mas a directora explica que logo que é feita a requisição «é entregue um talão com o livro, onde estará definida a data de entrega, para a pessoa não se esquecer de o devolver». A par de livros, DVDs, CDs e jornais, a biblioteca vai ter também outros suportes informativos como é o caso da fotografia. Neste novo espaço cultural ficará organizado o arquivo fotográfico da cidade, acessível em formato digital a partir dos postos de informação dos computadores. «Se um utilizador fizer uma pesquisa na nossa base de dados sobre toponímia, para além de livros, ou artigos de jornal, de um ficheiro de áudio ou vídeo, poderá também encontrar fotografias sobre o mesmo tema», explica Ana Pessanha. Expectante em relação ao número de pessoas a utilizar o espaço da nova biblioteca nos próximos meses, Ana Pessanha diz que o maior objectivo é cativar público. «Queremos ter o maior número de pessoas possível a visitar o espaço. Por outro lado, há ainda muito trabalho a fazer na inventariação, catalogação e no tratamento de informação, e é também nisso que vamos trabalhar nos próximos tempos».
A Directora da Biblioteca Há 29 anos a trabalhar em bibliotecas, Ana Pessanha passou pela Comissão de Coordenação da Região Centro, em Coimbra, a sua cidade natal, e esteve na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viseu. É licenciada em História, com especialização em Arqueologia na Universidade de Coimbra. Depois, pós-graduou-se em Ciências Documentais (de Biblioteca e Arquivo) na mesma Universidade e mais tarde tirou o Mestrado em Ciências Sociais – Território, Identidades e Património pelo ISCTE, com a tese A biblioteca escolar nas novas práticas educativas face à sociedade de informação: um estudo empírico no concelho de Viseu. Em fase de elaboração da tese está o Doutoramento em “Metodologia y Líneas de Investigación en Biblioteconomia y Documentación”, na Universidade de Salamanca. Na Guarda há um ano, Ana Pessanha explica que encarou o projecto da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço como um projecto aliciante. «Gosto de fazer coisas novas, gosto de apostas difíceis e sobretudo de desafios», refere. Por outro lado, a possibilidade de trabalhar com o público infantil era algo que há muito queria fazer. «Sempre quis trabalhar com uma biblioteca que tivesse secção infantil. Estive sempre em bibliotecas que não me deram essa possibilidade, todas ligadas ao Ensino Superior, que o público era “obrigado” a frequentar. Esta parte de cativar o público e de ter uma secção infantil era algo que eu perseguia há muito tempo e quem me conhece sabe disso», explica.
A nova biblioteca segundos os arquitectos José Gomes Fernandes e Pedro Gomes Fernandes, autores do Projecto:
1. A nova Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço localiza-se na Quinta do Alarcão, espaço verde com elevadas potencialidades ambientais e lúdicas e que comporta ainda o edifício do Centro de Estudos Ibéricos e um auditório de ar livre, valências complementares deste Parque Cultural e de Lazer. 2. A nova Biblioteca perpetua-se no nome de um grande pensador contemporâneo da cultura portuguesa, Professor Eduardo Lourenço, natural do distrito da Guarda e que à terra de origem doou o melhor do seu espólio de produção intelectual e cultural, que será acolhido nesta Instituição. 3. O conjunto de valências culturais centrado na Biblioteca Eduardo Lourenço gera uma teoria de percursos e acessos ao parque envolvente de funcionalidade múltipla, com apropriação dos espaços de lazer e descanso voltados para a leitura e contemplação da Natureza e uma relação funcional em que o livro se assume como pivot de dinamização de uma nova centralidade urbana. 4. O novo edifício desenvolve-se em dois pisos acima da cota de acesso de peões: O primeiro (r/chão), destinado à “secção infantil” da biblioteca, átrio de acesso, acolhimento e informação e sala polivalente, por seu lado de ligação também directa ao exterior, e ainda prumada vertical de acessos (escada e ascensor/monta-cargas) e instalações sanitárias. Contempla ainda uma pequena cafetaria ligada ao acesso. O segundo (1º andar), destinado à “secção de adultos”, com acesso pela prumada vertical de escada e ascensor/monta-cargas, contempla zonas de trabalho e de gestão técnico-administrativa e biblioteca de adultos com “um espaço único dividido por mobiliário” para definição das diversas zonas: consulta de periódicos; serviços de referência e informação à comunidade; auto-formação e aprendizagem à distância; empréstimo; consulta local e consulta de audiovisuais. Contempla ainda instalações sanitárias de público e pessoal. Na cave, com acesso pela plataforma inferior de serviço, localizam-se os “Serviços Internos”, com zonas de: Recepção/manutenção de documentos; depósito central; pessoal; cais de carga/descarga da biblioteca itinerante; Instalações sanitárias e arrumos. 5. A solução estrutural e construtiva valoriza o granito da região como material nobre, de fácil manutenção e elevado rigor estético, integrando os muros existentes como elementos de forte marcação urbana e arquitectónica. O betão aparente e os perfis metálicos de suporte e marcação de vãos são materiais construtivos encontrados para completar a opção arquitectónica adoptada. O edifício está dotado de todas as redes técnicas de infra-estruturas necessárias à melhor e mais moderna funcionalidade. 6. A solução arquitectónica respeita os princípios orientadores do “concurso de ideias” que levou o júri, na altura, a atribuir-lhe o “Primeiro prémio”, sendo a integração urbana da obra, no conjunto das três valências, conseguia no rigoroso respeito e valorização do parque verde existente e das suas valiosas e protegidas espécies arbóreas. A relação da obra com “o sítio”, princípio orientador da formulação da “ideia” inicial, pode considerar-se como um objectivo que o novo equipamento cultural alcançou e que as futuras vivências funcionais irão confirmar. 7. A nova Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço é um equipamento com potencial transformador de mentalidades e comportamentos e gerador de condições para um mais sustentado exercício de afirmação cívica e de cidadania dos egitanenses com a sua histórica cidade. A cultura do livro e da leitura como exercício de consolidação dos direitos e deveres de cidadania exige um comprometimento colectivo entre a autarquia e os cidadãos, que passa pela concretização de equipamentos deste nível mas só alcança os resultados desejados no modo e empenho com que os mesmos são desfrutados e merecedores do carinho e afecto por parte dos seus utilizadores. A obra de arquitectura é só um suporte gerador de maiores e melhores vivências individuais e colectivas e, colocada ao serviço dos cidadãos, no caso de obra pública como esta, terá razão e justificativo em função da capacidade e interesse destes no seu uso e apropriação.
Fonte do texto e fotos : Câmara Municipal da Guarda - 21-11-2008
"A cerimónia de inauguração que teve início às 15 horas contou com a presença do Presidente da República, Cavaco Silva, decorrendo em simultâneo a inauguração do espaço envolvente da biblioteca.
A nova biblioteca, do tipo BM2, localizada no centro da cidade, junto ao castelo, na margem direita do rio Almonda, é constituído por três pisos. Compreende uma sala de leitura geral, sala infanto-juvenil, sala de conto, mediateca, fundo local, espaços de convívio e de apoio ao leitor e vários gabinetes técnicos e administrativos. Acolhe ainda o arquivo municipal e um auditório com capacidade para cem pessoas.
A candidatura de Torres Novas à construção da nova biblioteca no âmbito do programa do Ministério da Cultura, teve aprovação no ano 1999. Desde o seu início a funcionar em instalações precárias e desadequadas, este projecto visava edificar instalações dignas para o trabalho estruturante na área cultural, a que a Câmara Municipal se propunha. O prazo necessário para a conclusão e inauguração da obra foi estimado no ano de 2000 em cinco anos. Tratava-se então de um investimento orçado em meio milhão de contos, e que teria um financiamento estatal na ordem dos 50 por cento. O edificio integral englobando a biblioteca, o arquivo municpal e o auditório possui uma área útil de 3200 metros quadrados e representa um investimento de 2,5 milhões de euros.
A biblioteca recebeu o nome de Gustavo Bivar Pinto Lopes, em homenagem ao fundador da primeira biblioteca-museu de Torres Novas, inaugurada em 1937." Esta biblioteca é a 172ª biblioteca da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas.
Islândia: um país em falência leva ao cancelamento de inúmeras subscrições na Biblioteca Nacional
domingo, novembro 16, 2008
A profunda crise financeira que assola o mundo conduziu recentemente a Islândia a uma situação de falência global do país. A Islândia solicitou apoio económico a um dos BRIC: a Rússia, que não se mostrou particularmente interessada. Virou-se então para outro: a China, que por sua vez já evidenciou interesse. Como resultado da falta de liquidez financeira que se estendeu à Biblioteca Nacional e Universitária da Islândia (BNUI), esta viu-se forçada a empreender uma pronunciada redução das despesas. Deste modo muitas subscrições de bases de dados e revistas internacionais em formato digital foram canceladas. Esta Biblioteca Nacional que como alude o seu nome também é universitária, pois serve a Universidade da Islândia (localizando-se contiguamente a esta), em Reykjavik, viu assim fortemente limitada a sua oferta de acervo e de serviços. A BNUI remonta a 1818, tendo o seu actual edifício, com uma área superior a 13 mil m2, sido inaugurado em 1994. Alberga cerca de 900 mil volumes. Seguem-se algumas fotos da biblioteca (reproduzidas do website da Biblioteca Digital Europeia)
Nova Biblioteca Municipal da Nazaré será inaugurada dia 22 de Novembro
sábado, novembro 15, 2008
No dia 22 de Novembro, às 16 horas será inaugurada a nova Biblioteca Municipal da Nazaré integrante da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, do tipo BM1. O edifício irá prestar serviços de vanguarda não apenas na área do livro e da leitura, mas também em vertentes ligadas à tecnologia e ao conhecimento.
Caracterizada por uma ampla polivalência, assente na diferenciação de espaços com funções e públicos-alvo específicos (sala infantil/juvenil, sala de adultos, etc.), a nova Biblioteca Municipal da Nazaré oferece, ainda, uma Bébéteca (espaço de aprendizagem activa para bebés e crianças dos 0 aos 3 anos), uma Bedeteca (espaço dedicado à banda desenhada), uma cinemateca e uma fonoteca.
A nova infra-estrutura foi concebida para funcionar como um convite irrecusável à sua utilização, caracteriza-se pela sobriedade arquitectónica, com recurso a materiais nobres como o vidro, a madeira e o metal, privilegiando a transparência, a iluminação natural e a amplitude das áreas, de que o átrio e escadarias de acesso às salas são exemplos.
Na sala de adultos, existirá uma zona reservada ao Fundo Local e ao Fundo das Ciências do Mar. Os utilizadores com necessidades especiais também não foram esquecidos. Para eles haverá uma área de trabalho equipada com computadores adaptados e um fundo documental de leitura especial, nomeadamente obras em Braille.
A divulgação, animação cultural e promoção da leitura através da dinamização de iniciativas relacionadas com o livro (hora do conto, ateliers, encontros com escritores ou espectáculos) são alguns dos objectivos da nova Biblioteca Municipal que pretende ser um pólo de conhecimento, de cultura, de saber e de modernidade, assumindo, ainda, um papel de mediação e de aproximação a públicos alargados.
Auditório e planetário serão duas das valências do edifício
Esta infra-estrutura, financiada pela Câmara Municipal da Nazaré, pelo Estado Português através do programa de apoio à rede nacional de bibliotecas públicas e por fundos comunitários, terá ainda outras valências, nomeadamente o Espaço Internet (incluindo sala de acesso wireless), um Auditório com 90 lugares e um Planetário, onde serão desenvolvidas actividades de promoção da cultura científica, salas de formação e salas de reunião.
A nova Biblioteca Municipal da Nazaré, situada na Avenida do Município, localiza-se numa área para onde se perspectiva a expansão da malha urbana da vila, em relação estreita com outros equipamentos culturais de grande modernidade. A edificação da Biblioteca representa um investimento de 1,6 milhões de euros.
Cerimónia de inauguração. A Secretária de Estado da Cultura, Paula Fernandes dos Santos, preside no próximo sábado, 22 de Novembro, pelas 16 horas, à cerimónia de inauguração do novo edifício da Biblioteca Municipal da Nazaré. A cerimónia de inauguração da Biblioteca Municipal da Nazaré, aberta a toda a população, incluirá uma visita guiada às instalações e a apresentação do plano de actividades a dinamizar, pelo director da Biblioteca, Jorge Lopes.
Em simultâneo, os convidados poderão assistir a intervenções de animação cultural dos diferentes espaços do edifício, levadas a cabo por alunos das escolas de Dança e de Música da Academia Municipal das Artes e pelo Rancho Tá-Mar Infantil da Nazaré. O programa da inauguração da nova Biblioteca Municipal da Nazaré inclui a abertura da exposição de fotografia “A Nazaré de Artur Pastor”, que estará patente no átrio da Biblioteca Municipal até 31 de Dezembro. Esta exposição apresenta uma selecção da imensa obra fotográfica produzida por Artur Pastor que, sobretudo na década de 50, contribuiu determinantemente para a projecção nacional e internacional da Nazaré e dos seus modos de vida.
Paralelamente, estarão em mostra algumas miniaturas de embarcações tradicionais da Nazaré, usadas pela comunidade piscatória na faina que a objectiva de Artur Pastor genialmente capturou.
Fonte do texto e imagem(acima) : Câmara Municipal de Nazaré
Esta biblioteca é uma das várias bibliotecas municipais portuguesas da RNBP que se encontram concluídas há considerável tempo, mas por uma ou outra razão infelizmente não são abertas para usufruto das comunidades e a elas disponibilizarem os seus serviços e produtos. Ou por razões de calendário eleitoral, ou por falta de pagamento do Ministério da Cultura (via DGLB) às autarquias das verbas inicialmente acordadas; a verdade é que as populações restam seriamente prejudicadas. Ainda há poucos dias o Ministro da Cultura, António Pinto Ribeiro, expressou o seguinte: «Já não aguento chegar a uma autarquia e a primeira coisa que me diz o presidente é que lhe devo 1,2 milhões de euros da Biblioteca municipal que fez mas cuja contrapartida nacional nunca chegou. Caramba! Estava orçamentada. Porque é que [os anteriores ministros da Cultura] não pagaram [às autarquias]? O Ministério da Cultura não tem credibilidade». Este é largamente um dos factores que mais concorre para prejudicar a actividade do Ministério da Cultura junto das autarquias.
No caso da Biblioteca Municipal da Nazaré, esta já se encontra concluída há dois anos, mas não foi inaugurada desde então porque a Câmara temia perder os fundos públicos que estão atrasados. A obra custou 1,6 milhões de euros e os atrasos no pagamento de 600 mil euros da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas impediram a inauguração da biblioteca.